quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Refugiado vs. O Emigrante (em Portugal)




O HERÓI - PORTUGAL RECEPTIVO AOS REFUGIADOS


É algo que não deixa de ser controverso mas foi recentemente validado no estudo "Europa, Migrações e Identidades" que foi há pouco tempo apresentado em Lisboa.

Foi possível concluir que Portugal é dos países que manifesta mais receptividade em relação aos refugiados. O estudo tentou apurar as razões (uma vez que o nosso país contínua a ser adverso a imigrantes):



“Os refugiados estão protegidos pela onda de simpatia, de empatia, pelas imagens que todos vemos na televisão. Os refugiados não são percepcionados como uma ameaça, ao contrário dos restantes imigrantes. Há de facto um sentimento de piedade que os protege destas atitudes de oposição”





O VILÃO - PORTUGAL ADVERSO AOS IMIGRANTES


Como referimos,já em relação aos imigrantes o caso muda de figura: continuamos com uma postura desconfiada e pouco afável em relação às pessoas que procuram uma vida melhor no nosso país.

Embora o estudo não faça referência directa às razões dessa repulsa, continuamos a acreditar que os que "vêm de fora" vêm para nos tirar o lugar pelo menos no que toca à empregabilidade quando na verdade o que deveríamos de estar a pensar é que eles vem para o nosso país fazer os trabalhos que nós não queremos.

E por mim falo: de experiência própria no sentido inverso, ou seja, como emigrante fui precisamente fazer o tipo de trabalho que os suíços neste caso não queriam fazer.



dn.pt

O Emprego reina vs. O Emprego deixou de reinar




O HERÓI - O DESEMPREGO COMO UMA MIRAGEM


Existem alguns países que são uma verdadeira referência no que diz respeito a uma taxa de desemprego relativamente baixa.


A Ásia (China, Vietname e Tailândia)  dá o exemplo, pelas mais diversas razões - tem uma taxa próxima dos 5% de pessoas em situação de desemprego. Algo que não espelha exactamente uma "realidade ideal" no mercado de trabalho mas que manifesta embora não de forma directa "muitos trabalhos ou obras temporárias".

Mas não deixa de ser digno de registo.


Na Europa a Áustria e a Alemanha são destaque com percentagens de desempregado a rondar também muito próximo desse valor: 5,2%.

E por último surge o primeiro: o Japão então não dá hipótese 4,1% de taxa de desemprego.


boasnoticias.pt






O VILÃO - O DESEMPREGO SUBSTITUÍDO POR "IA"


Por outro lado, também existe o oposto - neste caso, máquinas, vulgo, "inteligência artificial cognitiva" - que substituem os trabalhadores de uma companhia de seguros no Japão (no mesmo país que vimos à pouco que tem uma das menores taxas de desempregabilidade -> 4,1%).


A Fukoku Mutual Life Insurance através do programa "Watson Explorer" da conceituada IBM vai substituir (para já) cerca de 34 trabalhadores da empresa. O investimento de cerca de 1,5 milhões que vai ser feito vai ser recuperado de acordo com os entendidos no espaço de 2 anos e até lá, em Março deste ano, estas 34 pessoas vão ficar sem o actual trabalho na seguradora.


Se há algo que me assusta na evolução da tecnologia e das máquinas é isto mesmo!



dn.pt